BRANCO, Alfredo de Freitas

Resumo:

Madeira, 1890 - Madeira, 1962

Historiador de música, em especial do folclore madeirense. Alfredo de Freitas Branco destacou-se em estudos etnográficos sobre o Arquipélago da Madeira e como historiador de músicos e escritores, ao realizar as suas biografias.

Biografia:

 

visconde_alfredo_brancoAlfredo de Freitas Branco, com o título de 1º Visconde do Porto da Cruz dedicou-se ao estudo do folclore madeirense e realizou biografias de escritores, jornalistas e músicos madeirenses.
Ao longo de várias décadas em que publicou muitas obras literárias, foi diretor da “Revista Portuguesa” e colaborador em periódicos da época, como o “Diário da Manhã”, “Diário de Notícias”, “Brotéria”, “Arqueologia e História” e “Das Artes e da História da Madeira”.

 

Influenciado pelas Comemorações do V Centenário da Descoberta da Madeira, período que incentivou o revivalismo histórico e o estudo das tradições e identidade madeirense, o Alfredo Freitas Branco realizou, na década de 1920, vários estudos etnográficos sobre a Madeira, destacando-se na área musical os seguintes: “Trovas e Cantigas do Arquipélago da Madeira” em 1928; “Danças e Músicas do Arquipélago da Madeira” em 1946 e “Notas e Comentários para a História Literária da Madeira”, publicado em três em três volumes, no anos 1949, 1951 e 1953. Na última edição referida constam várias biografias de músicos madeirenses.

 

 

O livro “Trovas e Cantigas do Arquipélago da Madeira” apresenta informações sobre as tradições musicais madeirenses. Esta edição conta apenas com 18 páginas, mas contém informações interessantes sobre: as origens das diferentes danças do arquipélago (informações mais fantasiosas do que fundamentadas) e breves descrições do papel das danças nas Romarias, nas danças antigas ou “Bailinho das Camacheiras” e no “Baile da Meia Volta”, no Porto Santo.
O autor descreve, brevemente, algumas situações do quotidiano popular em que a música era uma componente de relevo e aborda as principais temáticas das trovas e cantigas, em que destaca: a beleza natural da flora regional, o amor e a sátira mordaz. O livro é enriquecido pelas anotações musicais do músico Luís de Freitas Branco, primo do autor e um dos principais compositores portugueses da primeira metade do século XX, normalmente designado como “introdutor do modernismo musical em Portugal”.

 

 

Apesar dos seus objetivos doutos, a escrita do Visconde do Porto da Cruz é mais lírica e romântica do que rigorosa, o que valoriza as suas edições valendo pelas descrições emocionais dos eventos que presenciou.
Ao longo dos seus escritos é notório que o autor conjuga a descrição dos acontecimentos vividos com devaneios literários fantasiados, como é possível de observar na descrição que se segue, sobre o “Baile da Meia Volta” no Porto Santo:
“Enquanto Colombo passeia suas saudades nos louros areais, o Povo do Porto Santo deleita-se com os bailes tradicionais (…). Logo que se inicia a música entram os homens e formam a roda; depois vão entrando as mulheres, colocando-se atrás do homem que escolhem para par. Começa então o baile”.

Autoria:

Esteireiro, Paulo (2008). "Visconde do Porto da Cruz". In 50 Histórias de Músicos na Madeira. Funchal: Associação de Amigos do Gabinete Coordenador de Educação Artística, pp. 55-56.

Atualização:

Ventura, Ana (2011). "BRANCO, Alfredo de Freitas". Dicionário Online de Músicos na Madeira. Funchal: Divisão de Investigação e Documentação, Gabinete Coordenador de Educação Artística, atualizado em 26/09/2011.

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